O caso do jornalista e radialista Chico Melo, que teve a casa invadida e foi agredido por criminosos em Cruzeiro do Sul, ganhou repercussão internacional. O episódio foi destacado pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês), uma das principais organizações mundiais de defesa da liberdade de imprensa, que condenou o ataque e cobrou das autoridades brasileiras uma investigação rápida e transparente.
Na publicação, o CPJ relata que Chico Melo foi atacado após produzir reportagens sobre supostos desvios de recursos públicos. A entidade afirma que invasões, agressões e ameaças contra profissionais da imprensa representam um grave atentado à liberdade de expressão e ao direito da sociedade à informação, defendendo que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
O ataque ocorreu na madrugada do dia 22 de julho, em Cruzeiro do Sul. Segundo o jornalista, quatro homens armados invadiram sua residência, o agrediram fisicamente e exigiam documentos durante a ação. Chico Melo foi socorrido, recebeu atendimento médico e, horas depois, relatou o caso durante uma transmissão ao vivo de rádio.
O episódio provocou ampla repercussão no Acre e mobilizou entidades de classe, autoridades e órgãos públicos. O Ministério Público do Estado do Acre instaurou procedimento para acompanhar as investigações, enquanto a Polícia Civil informou que nenhuma linha investigativa foi descartada e que o caso segue sob apuração.
A manifestação do CPJ amplia a dimensão do caso, levando a denúncia ocorrida em Cruzeiro do Sul ao cenário internacional e reforçando o debate sobre a necessidade de garantir segurança aos profissionais da imprensa no exercício da atividade jornalística.

